Balaustrada, em madeira recortada com policromia, de autoria desconhecida produzida entre os séculos XVII/ XVIII, com 91cm de altura.
Possuem recortes internos que criam formas geométricas e orgânicas, lembrando silhuetas de coração alongado com pétalas estilizadas. As peças são idênticas e repetitivas, conferindo continuidade visual. O corrimão superior é retangular e une todas as peças. A pintura em estilo marmorizado deve ter sido efetuada em data posterior, provavelmente fim do XVIII ou início do XIX.
“A balaustrada é um elemento muito comum utilizado na divisão interna das igrejas coloniais, delimitando o espaço da capela-mor, nave e capelas e retábulos laterais. O balaústre é um elemento vertical, em forma de coluna ou pilar, para sustentação de corrimão, peitoril etc. A balaustrada geralmente se localiza à frente dos retábulos laterais, podendo terminar de forma aberta ou fechada na altura do arco do cruzeiro. No período colonial, não havia bancos nos interiores das igrejas, a balaustrada servia para localizar a posição de sacerdotes, homens e mulheres dentro do espaço sagrado (Guia de Identificação de Arte Sacra, p.37).”